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Relatório Actividades 2009/2010 Imprimir e-mail
Escrito por José Chorão   
26-Jul-2010
Actividades Desportivas

Introdução:

O 3º ano das actividades do Rugby Vila da Moita caracterizou-se pela consolidação desportiva iniciada nos anos anteriores e por uma melhor consciencialização do projecto que se iniciou em 2007. Mantivemos o nº de equipas da época anterior, tendo no entanto, deixado de existir a equipa feminina, compensada em parte pelo aparecimento da equipa de Sub 18. Também o nº de atletas foi similar á época transacta, 105 atletas, o que representa um crescimento da população masculina, em comparação com a forte queda da população feminina, que se tornou residual. Esta época o RVM esteve representado com atletas seus, nas selecções Regionais e Nacionais de Sub 14, Sub 16 e Seniores, o que por si só traz um enorme prestigio a este jovem clube: no total 11 atletas foram chamados aos trabalhos das diferentes selecções: 4 nos sub 14, 4 nos sub 16 e 3 nos seniores.  No total da época as diferentes equipas do RVM participaram em 108 jogos de Rugby Para consolidar o projecto, 5 membros do Clube tiveram formação na área do dirigismo desportivo, dando expressão á nova Lei de Bases do Desporto, 4 elementos tiveram formação de Treinadores de 1º grau, e 2 elementos fizeram a sua formação em cursos de Árbitros, organizados pela FPR. As relações com o Beira-Mar F C Gaiense foram consolidadas, sendo óptimos os pontos de contacto que se têm mantido, reforçados pela participação de membros do RVM nos Corpos Gerentes e Sociais do Clube.

O reconhecimento das entidades oficiais pelo trabalho que temos vindo a desenvolver tem sido apreciável, contudo não tem sido traduzido em expressivo apoio físico ou material ás enormes carências que manifestamos. É contudo justo de referir o cordial relacionamento com a C M Moita, as Juntas de Freguesia do Gaio/Rosário, Moita e Alhos Vedros As parcerias com entidades privadas sofreram este ano um forte revês, muito pela situação económica difícil que se vive, mas mesmo assim não queremos deixar de referir o fortíssimo e incondicional apoio que algumas empresas nos têm brindado, e sem essas ajudas, provavelmente este projecto estaria em muito mau momento. As relações com a Federação Portuguesa de Rugby, e com a Associação de Rugby do Sul, foram intensificadas e reforçadas, fruto de um diálogo aberto e franco que sempre mantivemos com estas entidades. Também as relações com os outros Clubes têm sido óptimas o que nos permite vir paulatinamente a reforçar o nosso prestigio e o nosso espaço no panorama do Rugby Nacional. De realçar na área da Formação, as parcerias que tivemos com o ERICEIRENSE, o VITORIA DE SETUBAL e o SL BENFICA para a participação das equipas de SUB 12, SUB 14 e SUB 18 no LisbonYounth Rugby Festival, que se realizou no período da Pascoa, no Estádio Nacional A Comunicação Social nomeadamente os Jornais locais como o Cais e o Jornal da Moita, bem como os Jornais On Line Rostos do Barreiro e o Rio e da Moita/Alhos Vedros têm vindo a dar cobertura a noticias e informações com bastante regularidade e interesse. Finalmente, e apesar das dificuldades financeiras, o crescimento e a modernização do Parque Desportivo foi amplamente conseguido através da construção de um espaço para convívio e bem-estar, e com a construção do edifício da Secretaria e da Direcção.

Equipa SUB 8
A equipa de sub 8 foi a que mais sofreu com a falta de renovação de novos atletas. Este escalão que na época passada conseguiu ter uma prestação muito regular, ressentiu-se com a passagem de quase todos os  atletas para o escalão de sub 10, e com a não chegada de novos elementos deixou de participar em muitos torneios, por falta de jogadores para constituírem uma equipa. Ainda assim, teve um desempenho meritório, com 75% de vitórias e 25% de derrotas.É a equipa que mais atenção terá de ter no lançamento da nova época, porque é a base de um futuro sustentável que o RVM pretende construir.

Equipa SUB 10
A equipa de Sub 10 foi a que disputou mais jogos ao longo da época: 26 no total. Ao receber um forte contingente de atletas que transitaram do ano anterior dos sub 8, esta equipa juntou um grupo de atletas que cedo deram indicações de boa progressão de aprendizagem. A prova foi o extraordinário desempenho que teve ao longo da época. Foi, de longe a equipa do RVM que mais pontos marcou, e foi a que teve melhor saldo entre pontos marcados e sofridos.Na próxima época esta equipa vai sofrer uma enorme transformação, já que mais de 60% dos seus elementos subirão para o escalão superior. Mas isso é a evolução natural, e com certeza os resultados aparecerão de novo.

Equipa SUB 12
Dado o reduzido número de atletas que estiveram neste escalão, ao longo da época foram sendo integrados no escalão imediatamente superior, i.e nos sub 14.Ainda assim, participaram em 17 jogos, com um saldo final positivo de 9 vitorias contra 8 derrotas.Participaram no Lisbon Youth Rugby Festival com a equipa do Ericeirense, e lograram vencer o Pontevedra de Espanha e o CDUP. Esta parceria com os amigos da Ericeira, mostrou ser uma solução inteligente pois assim os dois clubes puderam participar num Torneio muito competitivo, que de outra forma não o podiam fazer.Desta equipa sobem 6 atletas para o escalão sub 14, o que provoca uma autentica revolução na equipa. Vai ser necessário um trabalho muito especifico para manter este novo grupo interessado em aprender e a sofrer…

Equipa SUB 14
A equipa de sub 14 viveu esta época um ano de transição dado que a maior parte destes atletas transitaram do ano passado da equipa de sub 12 e a sua inexperiência traduziu-se numa época de aprendizagem e de muitos jogos realizados.Cometemos um erro logo de inicio ao inscrevermos a equipa no escalão C da competição, o que se veio a revelar de muito pouca utilidade. A ideia era fazer uma evolução gradual, com jogos equilibrados, mas cedo se percebeu que a própria competição estava muito mal organizada, e foi um fiasco este grupo C. Na 2ª fase da época fomos repescados para o grupo B e percebeu-se que este grupo era muito mais competitivo que o C. Organizámos 2 etapas no Gaio, que foi um sucesso. Participámos no Lisbon Youth Rugby Festival associados ao SL Benfica, e revelou-se uma equipa muito competitiva e madura. Esta equipa mantêm-se praticamente toda na próxima época neste escalão, o que nos permite acreditar que temos pela frente uma grande época, com grandes jogos e muita competição.Deste grupo de atletas participaram, em fases diferentes, 5 atletas nos trabalhos da selecção regional da ARS: O Fábio e o Rafael numa primeira equipa de atletas de 2º ano, e depois a Maria, o Diogo e o Dilan na selecção de atletas de 1º ano.É com certeza um incentivo muito grande quer para os atletas quer para o clube a presença destes jovens nos trabalhos das selecções.

Participaram nos trabalhos da ARS

Maria Garcia

Rafael Chorão

Fábio Fechas

Dilan Almeida

Diogo Batista


 



Euipa SUB 18
Esta equipa nasceu da fusão dos Sub 16 e dos Sub 18. No início da época foram inscritas as 2 equipas para a disputa dos Nacionais, no entanto cedo se percebeu que tínhamos de optar por uma solução de fusão entre as 2, uma vez que não havia atletas que garantissem o normal decorrer de cada uma das competições. Optámos pela inclusão dos Sub 16 nos Sub 18, correndo o risco de haver alguns pais e Encarregados de Educação que retirariam os filhos caso esta solução avançasse, por temerem pela integridade dos seus educandos.Na verdade não tínhamos outra opção que não a de fazer uma equipa de 18, pois os mais jovens podem jogar no escalão posterior, e , claro, os mais velhos não o podem fazer no escalão anterior.E foi perante este dilema que arrancámos com a época em Setembro, com o Antonio Amaral como treinador. No entanto, nova contrariedade se deparou: o Antonio, por questões profissionais teve de largar a equipa, e avançou o João Luis para o seu lugar na equipa.Fruto de adaptações na estrutura técnica, no início de Janeiro, juntou-se ao corpo de treinadores o Jorge Fernandes, que rapidamente assumiu para si a liderança deste grupo.Um grupo que convenhamos, não é fácil de trabalhar. A sua diversidade, que poderia ser um factor de desenvolvimento, cedo se reparou que funcionava em sentido inverso do que desejamos. As diferentes vivencias dos elementos desta equipa, descaracterizou o conjunto, formando uma turma difícil de trabalhar, por abordagens diferentes á metodologia de treino, exigindo quer do Treinador, quer dos próprios atletas uma constante atenção aos pormenores e á disciplina.E é nesta vertente que, acreditamos, residiu o grande problema desta equipa. Não havia, por falta de estofo anterior, uma disciplina de jogo, quer táctica quer técnica, e isso fez-se reflectir na, por vezes falta de disciplina comportamental em jogo. A maioria dos atletas que formaram esta equipa eram jogadores de 1º ano, mas já com 15,16 ou 17 anos de idade, sem cultura de Rugby, e com muitas carências da vida e da sua estrutura social, que chocou claramente com os atletas que transitaram da equipa de Sub 14 do ano anterior, que vinham muito melhor preparados que aqueles, e com outra bagagem e vivencia de jogo. O choque era inevitável, mas após este primeiro ano, teremos de inverter esta dinâmica, e impor novas regras, inflexíveis e duras, para podermos formar realmente jogadores de Rugby, e não tipos que jogam rugby ao fim de semana. Esta tarefa cabe a toda a estrutura do RVM, sob pena de hipotecarmos o futuro da equipa de seniores, num futuro próximo. Resumindo, mal grado os enorme esforços que os 3 treinadores fizeram para construir uma equipa coesa, disciplinada e evoluída, essa tarefa revelou-se impossível de concretizar na presente época.Sem querer estar á procura de justificações, acreditamos que para a próxima época vai ter de se encarar esta equipa de uma forma mais interventiva:
1.       Com 2 treinadores de campo2.       Com Disciplina Táctica e Técnica, mas sobretudo com Disciplina comportamental3.       Com a criação de um núcleo de Capitães que seja colaborante com a equipa técnica4.       Com a criação de uma verdadeira cultura de equipa e de clube Em termos desportivos, esta equipa que começou com derrotas muito acentuadas, foi ao longo da época criando algumas rotinas de defesa e com um incipiente jogo de ataque, inflectiu a tendência inicial, e fez na 2ª fase da época jogos muito interessante e equilibrados. Recordo o jogo com o St Julians em Carcavelos, mas sobretudo os jogos no Gaio com o SL Benfica, o Santarém o Caldas e os jogos com o Loulé. Todos eles jogos muito equilibrados, com muitos pontos marcados, e quase todos com resultados interessante.Esta equipa participou no Lisbon Youth Rugby Festival, e jogou em associação com o Vitoria de Setúbal, formando uma equipa muito interessante e combativa. Jogou-se com equipas muito mais evoluídas como os irlandeses de Greystones RFC ou os nacionais Cascais, Direito e Belenenses.Jogou-se 4 competições: o LYRF, a Taça de Portugal e as 2 fases do Campeonato Nacional, onde nos quedámos pela 15ª posição em 16 equipas.Fruto da política que atrás falámos, os atletas que estão neste sector podem ficar cerca de 4 anos neste escalão, o que permite um profundo trabalho de desenvolvimento e de estruturação de jogo, que inevitavelmente trará resultados num futuro próximo. Participaram nos Treinos das Selecções Regionais de Sub 16 o Daniel, o Pintado e o Gonçalo Lagoa, tendo este representado a Selecção Nacional no Torneio LYRF. Há um nº apreciável de atletas que podem ter um futuro muito interessante no clube e não só…

 

Participaram nos trabalhos da Selecção:

Daniel Semedo
João Pintado

Gonçalo Lagoa

Equipa Seniores


Tal como o escalão anterior, também aqui se teve de fazer uma associação entre a equipa de Sub 21 e a equipa Sénior, por não haver elementos suficientes para formar 2 equipas diferentes.A estabilidade da equipa prove de um trabalho que começou na época passada e que com a continuidade do treinador João Oliveira fez que se notasse uma orientação de jogo consistente e lógica. No início esteve prevista a inclusão do António Amaral no quadro de treinadores, mas por motivos profissionais, cedo nos vimos sem este elemento o que penalizou a equipa, que necessita, sem dúvida, de 2 treinadores de campo.O trabalho semanal com 3 treinos e com o começo no início de Setembro proporcionou um melhor entrosamento dos sectores. No entanto, a ausência aos treinos de uma grande parte de jogadores, influenciou a mecânica de jogo da equipa, e se bem que essas ausências foram rotativas, houve alguns crónicos que por questões profissionais raramente compareceram aos treinos. Creio que este assunto terá de ter outra abordagem na próxima época, para não haver atletas prejudicados, e para a equipa não depender de alguns, que a coberto desse guarda chuva da impossibilidade de treino, não farão um esforço muito grande para aparecerem ao longo da semana aos treinos.A equipa participou em 3 Torneios: a Taça de Portugal, eliminada pelo Cascais da I Divisão e o Campeonato da 2ª Divisão fase I e fase II, quedando-se na 15ª posição final entre 17 participantes.O equilíbrio dos jogos foi uma constante, salvo os que se disputaram com o Montemor, que era uma equipa de outra galáxia. No entanto, todos os outros jogos tiveram resultados muito equilibrados, com prestações muito positivas da parte desta equipa.Apesar de ainda haver muito campo para se evoluir, deveremos ponderar com muito cuidado a nova equipa técnica que deverá a meu ver incluir obrigatoriamente um profissional de Educação Física, que possa coordenar toda a fase de preparação individual e colectiva, com registos bio motores e fisiológicos de todos os atletas, bem como um treinador e campo que coordene toda a área táctica individual e colectiva.A definição de jogo tem de ser activa e a integração dos atletas sub 21 neste escalão deve ser feita com todo o cuidado. 

Atletas que participaram nos trabalhos da Selecção Regional do Sul:

João Campos
Bruno Conceição
Afonso Viana
______________________________________



Texto:
Jão Luis Santos


Nota:
Assim que possível estará disponível  para descargar, o documento completo com os gráficos e tabelas incluídos para poderem consultar.

 
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