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A Vila da Moita Imprimir e-mail
Escrito por Administrador   
19-Ago-2008
Sobre as origens da vila da Moita nada de concreto se conhece, apenas podemos admitir que, nos primórdios da nacionalidade, seria uma zona de sapais, matos, charnecas e pinhais, tal como acontecia com toda esta orla do Tejo, a qual estava sob a tutela da Ordem Militar de Santiago. Nos finais do século XIII e para melhor facilitar a administração do território da margem sul, os freires da Ordem criaram o concelho de Ribatejo que compreendia a região entre o rio Coina e a Ribeira das Enguias. Neste período, Alhos Vedros surge-nos como povoação mais importante, não se encontrando ainda qualquer referência à Moita. O documento mais antigo, relativo a este lugar, data de 1355 e refere-se a umas ''vinhas que foram de Martim da Mouta'', o que nos leva a crer que esta povoação se teria criado, na segunda metade do séc. XIV.

Os seus primeiros habitantes terão sido, provavelmente, salineiros e lenhadores que aqui se foram estabelecendo para procederem à exploração do sal e dos recursos florestais (carvão, lenhas e matos). Em 1453, já possuía uma pequena ermida sob a invocação de S. Sebastião. E no início do século XVI era uma freguesia do termo de Alhos Vedros, pois o concelho de Ribatejo já havia sido extinto. Foi, porém, sob o domínio Filipino que o lugar da Moita atingiu o seu maior desenvolvimento, o trânsito de passageiros e mercadorias, oriundos do sul do país e de Castela, intensificou-se, transformando a Moita numa importante ponte de passagem com ligação à cidade de Lisboa. Foi neste ambiente que nasceu o culto da Nossa Senhora da Boa Viagem, sempre associado aos perigos, quer dos longos caminhos a percorrer, quer à travessia do Tejo.

A existência de uma intensa actividade fluvial permitiu que a Moita conhecesse um rápido crescimento económico que culminou, em 1691, com a elevação a vila e à criação do concelho. As actividades foram-se diversificando e a agricultura, particularmente, a videira, passou a ocupar um lugar importante no espaço económico de então, a deduzir pelos documentos da época. Este sistema económico tradicional, com base nos transportes fluviais, na cultura da vinha, na exploração salineira e na extracção dos produtos florestais, entrou em fase de declínio, a partir da segunda metade do século XIX. No início do século XX, o concelho da Moita tinha ainda um cariz marcadamente rural e marítimo. O seu crescimento urbano e económico só se iniciou a partir dos anos 60, quando perdeu definitivamente a referência ribeirinha e adoptou um modelo de desenvolvimento baseado na indústria. Actualmente apresenta-se com um crescimento urbano moderado e com um carácter dormitório, já que a maior parte da população residente, trabalha em locais exteriores ao concelho, realizando-se diariamente movimentos pendulares para Lisboa, Barreiro, e Setúbal, entre outros.

 
© 2010 Rugby Vila da Moita
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